Bem-vindos

Esta página pretende dar a conhecer algumas reflexões pessoais acerca do mundo que nos rodeia, referências de leituras, citações, pensamentos, imagens...

O melhor de tudo

Verdade, Amor, Razão, Merecimento

19-01-2010 23:05
  Verdade, Amor, Razão, Merecimento Qualquer alma farão segura e forte; Porém, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte Têm do confuso mundo o regimento.   Efeitos mil revolve o pensamento, E não sabe a que causa se reporte; Mas sabe que o que é mais que vida e morte Que não o alcança humano...

"A MENSAGEM"

TEMPOS DIFÍCEIS VÊM POR AÍ

15-09-2012 12:13
"Não seja ingénuo. Tempos difíceis vêm por aí. À medida que o fim se aproxima, os homens vão se tornando egocêntricos, loucos por dinheiro, fanfarrões, arrogantes, profanos, sem respeito para com os pais, cruéis, grosseiros, interesseiros sem escrúpulos, irredutíveis, caluniadores, sem...

A graça de Deus é a marca distintiva, singular, única e exclusiva do evangelho que Jesus nos veio trazer - esta é a boa notícia, que Deus nos ama e nós não temos como escapar desse amor, a não ser no inferno.


 

 

a.C. – d.C.
 
 A História divide-se entre antes e depois de Cristo. Biblicamente podemos dizer que Cristo é a chave da História tanto no antes como no depois. O antes e o depois é definido pela presença em carne e osso, na forma humana, de Deus entre nós. Pode até acontecer que um dia um qualquer anticristo imponha que o tempo se conte de modo diferente. Nesta corrente de acontecimentos em que tudo o que afirme Jesus Cristo é considerado uma afronta para o relativismo e pluralismo religioso tudo pode acontecer, por mais louco e absurdo que possa parecer. Mas na eternidade, antes de todas as coisas existirem Jesus é a chave da História. Ou seja em Jesus temos Deus e o Homem na terra – 100% Deus e 100% Homem. Um mistério certamente, mas na natureza e na essência é isso que sucede. Não temos duas pessoas ou duas personalidades, mas uma só Pessoa e uma só Personalidade. Essa Pessoa e essa Personalidade é Deus connosco.
 A realidade é que esta verdade no tempo é apenas o reflexo da verdade eterna. Tudo o que tem a ver com o plano divino e com o Seu mover na História, existe desde sempre na eternidade. Antes da fundação do mundo o Cordeiro de Deus – Jesus Cristo, foi destinado para morrer a nosso favor conforme nos informa o Espírito Santo pelo apóstolo Pedro na sua primeira carta: “Saibam que foram resgatados daquela vida inútil que tinham herdado dos antepassados. E não foi pelo preço de coisas que desaparecem, como a prata e o ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo, como o de um cordeiro sem mancha nem defeito. Ele tinha sido destinado para isso, ainda antes da criação do mundo, e manifestou-se nestes últimos tempos para vosso bem. Por meio dele crêem em Deus, que o ressuscitou dos mortos, e o glorificou. E assim a vossa fé e esperança estão postas em Deus.” (1 Pedro 1:17-21 – BPT).
 Na mesma linha de revelação o apóstolo Paulo fala a respeito de todos os que crêem em Jesus, e que segundo o eterno propósito divino foram escolhidos para uma nova vida segundo a Sua natureza de santidade e amor. “Pois, antes de o mundo existir, ele escolheu-nos para juntamente com Cristo sermos santos e irrepreensíveis e vivermos diante dele em amor. Ele destinou-nos para sermos seus filhos por meio de Cristo, conforme era seu desejo e vontade, para louvor da sua graça gloriosa que ele gratuitamente nos concedeu no seu amado Filho.” (Efésios 1:4-6 – BPT).
 O amor das três pessoas da Trindade será contemplado e usufruído na sua plenitude pela nova humanidade recriada em Jesus. Esse amor preenche de modo absoluto a eternidade no absoluto divino, e nós estamos vocacionados a contemplá-lo e a vivenciá-lo: “Pai! Que todos aqueles que me deste estejam onde eu estiver, para que possam contemplar a glória que me deste, porque tu amaste-me antes que o mundo fosse mundo.” (João 17:24 – BPT).
 O nascimento de Jesus a que se refere o Natal, é o acontecimento na História do que desde antes da criação de todas as coisas Deus tinha determinado que haveria de ser. Deus não foi surpreendido pela decisão do homem de romper com uma vida e natureza em conformidade com a Sua natureza e essência. O homem preferiu a ciência do bem e do mal e ainda hoje se debate com toda a sorte de frutos amargos, envenenados e podres que daí decorrem. O homem foi criado para viver no amor divino, e não na dialética do bem e do mal.
 Um dia destes o tempo como o conhecemos atualmente, marcado pela morte, sofrimento, dor, miséria, fome, guerras, violência, iniquidade, corrução e imoralidade, desaparecerá por completo, e um novo tempo cheio do que a eternidade divina representa será instaurado. Deus habitará com os homens e até os instrumentos de guerra serão transformados em utensílios de lavoura, a ovelha pastará com o leão e a criança brincará com a áspide. Nesse dia céu e terra serão uma mesma realidade.
 O plano divino consiste em reunir tudo em submissão a Jesus Cristo. “Deu-nos a conhecer o mistério da sua vontade e o plano generoso que tinha determinado realizar por meio de Cristo. Esse plano consiste em levar o Universo à sua realização total, reunindo todas as coisas em submissão a Cristo, tanto nos Céus como na Terra. Foi também em Cristo que fomos escolhidos para sermos herdeiros do seu reino, destinados de acordo com o plano daquele que tudo opera conforme o propósito da sua vontade. Louvemos, portanto, a glória de Deus, nós que previamente já pusemos a nossa esperança em Cristo.” (Efésios 1:9-14 – BPT). Natal é Deus tornando-se parte da humanidade para a redimir e resgatar, trazendo-a de volta ao Seu amor. O amor triunfa radicalmente na vida e morte de Jesus, bem como na Sua segunda vinda para estabelecer novos céus e nova terra. Celebrar o Natal é celebrar esta vitória na nossa vida e na História!

Samuel R. Pinheiro

 

“Na casa de meu Pai há muitos lugares”
 Um dia vamos partir. Não temos residência permanente aqui. Estamos de passagem. Somos forasteiros e peregrinos. A nossa hora chegará impreterivelmente. Não há como contornar ou escapar. Apenas escaparemos à morte se Jesus vier antes. Este é o último inimigo a ser defrontado, mas é já um inimigo vencido porque Jesus morreu e ressuscitou. Isso significa que a morte já não tem poder sobre nós. O apóstolo Paulo exulta de modo apoteótico no capítulo quinze da primeira carta que o Espírito Santo inspirou para ser remetida em primeiro lugar à igreja na cidade de Corinto: “Ó morte, onde está agora a tua vitória? Onde está o teu poder de matar? O poder da morte é o pecado e o que dá poder ao pecado é a lei. Graças a Deus que nos deu a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!” (versículos 55 e 56 – BPT).
 A declaração que nos serve de título foi proferida por Jesus Cristo. Na realidade só Ele a podia fazer considerando a Sua identidade como o Filho de Deus, o próprio Deus entre nós como o Homem. A morte não faz parte dos planos futuros de Deus, nem dos Seus planos criativos. Ela é a antítese de Deus. Deus é vida. A desobediência, o pecado, é que introduziram a morte na raça humana. O homem não foi criado para morrer, mas para viver a vida de Deus para sempre. Jesus veio porque nenhum homem  podia destruir o poder da morte. Só Ele estava em condições de a destruir e foi isso que Ele fez. Mas ela não podia ser destruída por decreto, tinha que ser destruída passando por ela, experimentando-a. Deus não pode estar sujeito à morte. Não sendo gerado em pecado e não tendo nunca cometido pecado, a morte não tinha domínio sobre Jesus e Ele não podia ser morto. Só Ele se podia sujeitar de vontade própria à morte, e ainda assim, segundo a determinação divina, suportando sobre Si todo o nosso pecado. Por isso desde esse momento, o pecado e a morte foram destruídos. O perdão está ao nosso alcance, é-nos oferecido e com ele a libertação da pena de morte.
 Na morte estaremos sozinhos, ninguém estará lá para nos acompanhar, a não ser que entreguemos antecipadamente a nossa vida nas mãos de Jesus nosso Criador e Redentor, Salvador e Libertador. Por isso David, o Salmista, no Salmo vinte e três, inspirado pelo Espírito Santo e ainda antes da vinda de Jesus á terra na Sua missão salvadora, pode declarar em fé: “Ainda que eu atravesse o vale da sombra da morte, não terei receio de nada, porque tu, Senhor, estás comigo. O teu bordão e o teu cajado dão-me segurança.” (verso 4 – BPT)
 Não gosto da morte. A morte é uma afronta, um “ente” estranho, um intruso. A partida dos meus próximos, dos meus entes queridos e amigos perturba-me, é um momento doloroso a separação. A Bíblia não esconde a dor causada pela morte de várias personagens, não esconde inclusivamente o facto de que Jesus chorou diante do sepulcro do seu amigo Lázaro, que logo haveria de trazer de volta à vida. Só o Criador para sentir como nenhum outro a perturbação causada na Sua obra pelo pecado. O Novo Testamento não cala a dor e as lágrimas em um ou outro momento da morte de alguns dos seguidores de Jesus. Mas essa dor perfeitamente compreensível é acompanhada de uma gloriosa esperança. No episódio da ressurreição de Lázaro Jesus declarou a Marta, uma das irmãs do defunto: “Eu sou a ressurreição e a vida. O que crê em mim, mesmo que morra, há-de viver. E todo aquele que está vivo e crê em mim, nunca mais há-de morrer. Crês tu nisto?” (João 11:25,26 – BPT)
 Quando Jesus proferiu as palavras que usamos como título neste editorial, Jesus começa por sossegar o coração dos Seus discípulos e trazer-lhes ânimo e conforto, fé e esperança: “Não estejam preocupados. Uma vez que têm fé em Deus, tenham também fé em mim! Na casa de meu Pai há muitos lugares; se assim não fosse, ter-vos-ia dito que vou preparar-vos um lugar? Eu vou à vossa frente para vos preparar lugar. E depois de vos ir preparar um lugar, hei-de voltar para vos levar para junto de mim, de modo que estejam onde eu estiver.” (João 14:1-3 – BPT) A razão das razões pra crermos em Jesus é a vida e não a morte. Crer em Jesus significa vida e ainda mais vida, para usar a expressão que Eugene H. Peterson, usa na paráfrase A MENSAGEM (Filipenses 1:21). Como escreveu o apóstolo Paulo acerca de si mesmo, nós também em Jesus, podemos dizer o mesmo: “De facto, para mim o viver é Cristo e o morrer é ganho” (Filipenses 1:21). Só em Jesus o além deixa de ser manipulado pelas trevas, para ser iluminado pela Sua vida e pelas Suas palavras.

Samuel R. Pinheiro
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TENDE BOM ÂNIMO – APRENDAM COMIGO!

“Disse-vos disse isto para que encontrem paz em mim. Têm muito que sofrer no mundo, mas tenham coragem! Eu venci o mundo.” (João 16:33 – BPT)
 Palavras de Jesus, no fim de uma conversa com os Seus discípulos, que ouviam o Mestre, dando a ideia de que estavam a entender tudo o que Jesus lhes estava a comunicar sobre a Sua partida iminente. Nessas palavras Jesus declara aos Seus discípulos que vai chegar o momento em que não lhes falará por meio de comparações. Nessa altura Jesus afirma que “Nessa altura pedirão em meu nome, e nem vai ser preciso que eu peça ao Pai por vós, pois o Pai ama-vos a todos, porque vocês me amam e crêem que eu vim de Deus. Eu saí de junto do Pai para vir a este mundo. Agora deixo o mundo e vou novamente ter com o Pai.” (16:25-28)
 Estas palavras poderiam alimentar o equívoco de que tudo seria um mar de rosas e ainda há hoje muitas pessoas a pensar que seguir a Jesus significa ficarmos isentos de problemas e dificuldades, principalmente os que decorrem da afirmação e da vivência da fé. Por isso Jesus acaba por “estragar” essas projeções ilusórias. “Agora acreditam? Pois vai chegar a hora, e está mesmo aí, em que cada um há-de fugir para seu lado e deixar-me só. Mas eu não fico só, porque o Pai está comigo.” (16:29-32). Grande lição para nós, quando temos a noção de que estamos sós. Jesus experimentou essa situação, mas como aconteceu com Ele connosco também Deus está sempre presente. Nunca estaremos completamente sós. Jesus veio para fazer de cada um de nós um templo em que Sua presença se manifesta. Esta é a fonte da paz que excede todo o entendimento.
 O futuro esconde muitas situações que não divisamos. Existem surpresas. Podemos estar centos de que eles encerram dificuldades e problemas. Isso não significa falta de fé. Olhar o futuro e sabermos que podemos deparar-nos com lutas não é pessimismo, mas o realismo da fé que as palavras de Jesus e os Seus avisos nos ensinam.
 Agora Jesus não apenas nos encoraja e estimula, mas dá-nos uma ordem muita explícita. Devemos ter bom ânimo na tradução de João Ferreira Almeida, e ter coragem na tradução da Bíblia Para Todos.
 Jesus dá-nos o exemplo. Ele passou pelas situações inenarráveis e venceu. Nós todos com ele também estamos destinados à vitória. A vitória d’Ele é a nossa vitória, e na Sua vitória somos vencedores. Não há vitória sem lutas, sem dificuldades.
 No nosso corpo, alma e espírito enfrentaremos tensões. Isso não implica necessariamente fraqueza espiritual ou falta de fé. É aqui que a fé se revela. Sempre dependemos de Deus, mas carecemos também de apoio especializado que não devemos desprezar. Podemos não nos sentir muito confortáveis com o facto de os químicos dos medicamentos podem ter um papel importante na nossa estabilidade emocional. Mas nós fomos criados como um todo.
 E esta realidade não põe em causa a realidade dos milagres que Deus opera segundo a Sua soberania, e em conformidade com a nossa fé, e na falta dela na confissão e na busca humilde do amor e do poder divinos segundo a graça como favor não merecido.
 A prevenção é decisiva, fortalecendo a fé pela Palavra e aprender de Jesus, que declara “sou manso e humilde de coração. Assim o vosso coração encontrará descanso, pois o meu jugo é agradável e os meus fardos são leves.” (Mateus 11:29,30 – BPT).
 Os princípios exarados no chamado Sermão da Montanha são decisivos conforme o Mestre afirma na conclusão: “Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática pode comparar-se ao homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha.” (Mateus 7:24 – BPT)
Samuel R. Pinheiro
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Tempo e Modo

 
 
“Porque para todo propósito, há tempo e modo; porquanto é grande o mal que pesa sobre o homem. Porque este não sabe o que há de suceder, e como há de ser, ninguém há que lho declare.” (Eclesiastes 8:6,7 – JFA)
 
 A nossa pressa não apressa Deus, nem o nosso vagar O detém. Deus existe na eternidade, tudo o que aconteceu, acontece ou acontecerá está diante d’Ele. Nada O dececiona, frustra ou surpreende. Ele sabe tudo a respeito de tudo, conhece a história da frente para trás e de trás para a frente. Ele já sabia que o primeiro casal iria tomar do fruto proibido dando ouvidos às insinuações mentirosas da serpente. Ainda assim Ele os criou e toda a humanidade.
 A nossa pressa e o nosso vagar não interrompem os planos e desígnios divinos. Podemos especular se muito do que está nas intenções divinas poderia ocorrer num tempo mais rápido do que a nossa falta de confiança, dependência, obediência, submissão e parceria acabam por “impor”. Talvez um dos casos mais notórios e flagrantes na narrativa bíblica seja a do povo judeu durante o êxodo. Um trajeto que poderia ter demorado apenas dois anos, acabou por estender-se por quarenta anos, durante os quais toda uma geração acabou por não entrar na Terra Prometida, à exceção de Josué e Calebe. “Pensem nos anos perdidos, saindo de Cades e voltando a Cades, porque não quiseram crer em Deus. Depois de dois anos no deserto, os filhos de Israel poderiam ter entrado na terra da promessa imediatamente, se não fosse o pecado da incredulidade. É que ouviram as palavras desanimadoras dos espias. (…) Havendo-se recusado a entrar em Canaã, a porta fechou-se para eles. Isso significava terem de peregrinar pelo deserto por quarenta anos. Deus disse que não permitiria que entrassem em Canaã os que tivessem mais de vinte anos de idade, exceto Josué e Calebe.” (MEARS, Henrietta. Estudo Panorâmico da Bíblia. Editora Vida. 1982. Páginas 59 e 60)
 A grande lição que aprendemos é a da fé que não se apressa nem se atrasa, mas que segue de perto o ritmo divino. Confiar e depender de Deus, esperar na Sua ação e agir em consonância com a Sua vontade, leva-nos a experimentar e usufruir do que Deus tem para nós no tempo de Deus e não no nosso tempo. Impaciência e procrastinação são duas tendências que não cabem na fé. A fé acerta o relógio pelo tempo divino.
 Podemos considerar que logo após ou pouco tempo depois de Adão e Eva terem desobedecido, teriam a expetativa da realização da esperança que Deus havia declarado com o nascimento do Libertador. Ele só haveria de surgir muitas centenas de anos depois com o nascimento de Jesus Cristo. Nessa altura muitos não contavam com a Sua vinda. Podemos nos interrogar porque razão Jesus só nasceu depois de uma longa história da parte do povo no qual haveria de nascer, mas Deus tem razões que a nossa razão e coração desconhecem. Jesus nasceu no tempo certo. Nessa altura surgiu a estrela que haveria de conduzir os magos gentios e porventura pagãos, que alvoraçariam uma Jerusalém adormecida e alienada sob o domínio romano.
 Também hoje em dia muitos consideram a segunda vinda de Jesus como improvável e outros como metafórica, simbólica, idealista senão mesmo ilusória ou até patética. Já lá vão mais de dois mil anos depois da Sua promessa. Há muita gente que acredita em Jesus mas não espera a Sua vinda. Apesar de tudo os sinais nunca foram tão claros e neste canto europeu do mundo em que vivemos, eles sucedem-se em catadupa. Alguns cristãos até consideram que a doutrina da segunda vinda é escapista. A Palavra de Deus alerta-nos desde sempre sobre estas opiniões. A ignorância do homem de que nos fala o Eclesiastes é dissipada pela revelação e iluminação divinas. Jesus vai voltar! Ele prometeu e Ele nunca deixou de cumprir as Suas promessas. É claro que só Ele pode desatar o nó da história e isso já aconteceu na cruz e na ressurreição. Ele virá em glória para desfazer as potências do mal e estabelecer o Seu reino de amor, paz, liberdade e justiça. Até lá há que continuar a espalhar a esperança e a vivê-la de forma concreta. Em breve a trombeta vai soar e o Soberano da História e do Universo, o Deus Criador, romperá nas nuvens. Maranata – ora vem Senhor Jesus! Só ele para pôr tudo certo no amor com que nos amou. É tempo de deixar que esse amor norteie o nosso tempo e modo. Não há melhor forma de viver o aqui e agora!
 “Antes de tudo, fiquem a saber que, nos últimos dias, hão-de aparecer certas pessoas que viverão de acordo com as suas paixões. Fazendo troça, dirão: ‘Cristo prometeu voltar. Em que é que ficou essa promessa? Os nossos pais já morreram e tudo continua na mesma, como desde o princípio do mundo.’ (…) Porém, o dia do Senhor virá como um ladrão.” (2 Pedro 3:3,4,10 – BPT).
 
Samuel R. Pinheiro
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“… os jovens terão visões e os velhos terão sonhos.” (Atos 2:17b)
 
 Visões e sonhos fazem parte do modo como Deus se revela e amplia os nossos horizontes. Ver para além do que é visível. Pensar o que é para nós inimaginável. Ir além dos nossos limites. Considerar que Deus é maior do que as nossas fronteiras.
 A citação que nos serve de título fez parte de uma outra citação do discurso do apóstolo Pedro no dia de Pentecostes, depois da ascensão de Jesus aos céus. Essa citação de Pedro reporta-nos ao livro profético de Joel no primeiro testamento: “os vossos anciãos e os vossos jovens terão sonhos e visões proféticas.” (Joel 3:1b – BTP).
O sonho pode ter algum valor como canta na sua poesia o nosso poeta António Gedeão na Pedra Filosofal: “Eles não sabem que o sonho / é uma constante da vida… Eles não sabem, nem sonham, / que o sonho comanda a vida. / Que sempre que um homem sonha / o mundo pula e avança / como bola colorida / entre as mãos de uma criança.” Mas o que aqui nos interessa é o sonho que procede de Deus e incendeia a nossa mente, coração e espírito. Um sonho que não depende de nós, não começa em nós, mas parte de Deus e nos perpassa para alcançar o mundo à nossa volta.
 A história regista os grandes sonhos, mesmo os que estão conectados com a igreja e que alteraram o rumo da história como foi o caso dos reformadores protestantes (Martinho Lutero, Jerónimo Savonarola, João Calvino), dos que protagonizaram grandes despertamentos espirituais (Jónatas Edwards, João Wesley, Jorge Withefield, Carlos Spurgeon, Dwight Moody) ou marcantes transformações sociais (Martyn Luther King, William Wilberforce, Wiliam Booth). Mas Deus tem em consideração todos os que participaram nesses sonhos, e ainda todos os sonhos mais pequenos que não couberam nas páginas da história mundial, mas que marcaram cada tribo, nação, sociedade, família, empresa ou projeto. Vidas individuais podem ser sonhos como tochas incendiando o mundo à sua volta.
 Qual é o teu sonho? Qual o sonho que nasceu do coração de Deus e que marca a tua vida tornando-a única? Os sonhos podem ocorrer pura e simplesmente a partir da leitura do texto bíblico e da luz que ele faz incidir na nossa vida. O sonho não tem que ser necessariamente um acontecimento místico. Ele pode acontecer de modo espontâneo e (sobre)natural na medida em que convivemos com o que Deus nos diz pela Sua palavra. Mesmo quando os sonhos acontecem durante a noite e de modo menos controlado pela nossa razão, têm de ser filtrados e analisados segundo o ensino bíblico.
 Sonhar pode ser arrebatador e algo semelhante a um espetáculo de luz e de som. Mas existem muitos sonhos na vida de muitas pessoas que marcaram vidas e as conduziram à transformação que Jesus proporciona, e que representaram muito sofrimento, privação, dor, oposição, perseguição, difamação, maus tratos, para não dizer inclusive que para alguns representou toda a vida como mártires.
 Qual é o meu sonho? Viver a minha vida segundo o modelo que é o meu Salvador. Só o amor que Ele expressou através de toda a Sua vida terrena e que culminou na Sua entrega a nosso favor na cruz, é inexcedível, é o máximo. Uma confidência: Estou muito muito longe de o conseguir, mas tenho a promessa da parte d’Ele que vou chegar lá. É isso que faz uma terrível diferença, ter como modelo Aquele que é o nosso Salvador. Apesar do padrão ser de uma exigência radical e absoluta, a Sua graça e amor incondicional são radicais e absolutos. É nesta paz e harmonia que vivo o meu sonho, a cada fracasso e a cada sucesso. O Seu amor não muda. O sonho é que um dia destes haverá novos céus e nova terra em que habitará a justiça, e até lá há que fazer tudo para realizar o reino de Deus.
 “O que sabemos é que, quando Jesus aparecer, havemos de ser iguais a ele, porque havemos de o ver tal como ele é.” (1 João 3:2b – BPT)
 

Samuel R. Pinheiro
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A ALEGRIA DO SENHOR…
 
 Todos queremos ser felizes. Nunca encontrei ninguém que não quisesse ser feliz. Mas enganamo-nos quando julgamos que a nossa felicidade reside no prazer efémero e passageiro que determinados eventos proporcionam. O caminho da felicidade depende muito mais do que somos do que do que temos ou fazemos, e o que somos está intimamente ligado com a pessoa que fundamenta o nosso ser. A única pessoa que efetivamente é a fonte da nossa vida é Deus. Por isso só em Deus somos felizes como parte da nossa essência. Fundamentar a nossa vida em nós próprios ou no material é muito curto, é insuficiente, não responde às aspirações mais profundas que existem de nós.
 A fonte da alegria está no Deus que nos ama e que é o Criador de todas as coisas. É d’Ele que nós recebemos a vida e só vivemos verdadeiramente quando temos n’Ele a nossa fonte de realização.
 Deus criou-nos para participarmos de um relacionamento pessoal com Ele, para podermos viver na Sua companhia e dependermos d’Ele em toda e qualquer situação e circunstância. A nossa verdadeira alegria está em Deus. Esta é uma alegria permanente que não depende de circunstâncias e situações.
 No mundo enfrentamos dificuldades, problemas, lutas, crises, momentos de dor e de tristeza. Mas em meio a essas contrariedades é em Deus que podemos encontrar o conforto e o ânimo de que necessitamos.
 Deus sabe tudo a nosso respeito. As nossas dificuldades são totalmente do Seu conhecimento.
 Em Jesus Cristo Deus tomou conhecimento pessoal e direto da condição em que o homem se encontra. Não se trata de um conhecimento à distância, a partir do céu onde tudo é perfeito e harmonioso. Deus assumiu a dimensão humana e mostrou-nos na nossa própria estrutura e contingência como se pode viver de forma plena. Jesus foi rejeitado, insultado, injuriado, perseguido, maltratado e incompreendido. Apesar disso sempre estendeu a Sua mão para os necessitados e nunca recusou ajuda a quem d’Ele se abeirou com confiança.
 Jesus ensinou-nos através da Sua vida e das Suas palavras como podemos alcançar a verdadeira e genuína felicidade. Na abertura do chamado Sermão da Montanha apresentou-nos o perfil de um homem feliz.
 “Ao ver a multidão, Jesus subiu ao monte. Sentou-se e os seus discípulos foram para junto dele. Jesus começou então a ensiná-los desta maneira: ‘Felizes os que têm espírito de pobres, porque é deles o reino dos céus! Felizes os que choram, porque Deus os consolará! Felizes os humildes, porque terão como herança a Terra! Felizes os que têm fome e sede de ver cumprida a vontade de Deus, porque Deus os satisfará! Felizes os que suam de misericórdia para com os outros, porque Deus os tratará com misericórdia! Felizes os íntegros de coração, porque hão-de ver Deus! Felizes os que promovem a paz, porque Deus lhes chamará seus filhos! Felizes os que são perseguidos por procurarem que se cumpra a vontade de Deus, porque é deles o reino dos céus! Felizes serão quando vos insultarem, perseguirem e caluniarem, por serem meus discípulos! Alegrem-se e encham-se de satisfação porque é grande a recompensa que vos espera no céu. Pois assim também foram tratados os profetas que vos precederam.’” (Mateus 5:1-12 – BPT)
 Há que considerar que é uma forma estranha para os moldes da cultura que nos envolve esta formulação dos princípios da felicidade.
 Na verdade uma nação, uma família ou uma pessoa individual que observa a natureza divina e os princípios espirituais e morais que emanam dela e que estão vertidos no texto bíblico, são felizes. “Feliz a nação, cujo Deus é o SENHOR; feliz é o povo que ele escolheu para si.” (Salmo 33:12).
 “Na alegria do Senhor está a vossa força!” declarou Neemias, e ainda hoje assim é (8:10).
 

Samuel R. Pinheiro
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DÍVIDA DE AMOR
 
 Nunca ouvimos falar tanto de dívidas como nos últimos anos. A dívida soberana e a exigência dos credores não têm deixado margem de manobra a muitas pessoas, famílias, empresas e até ao próprio Estado.
 No Antigo Testamento Deus deixou limites muitos claros para a cobrança de dívidas de tal modo que ela não colocasse em causa a sobrevivência de uma pessoa e da sua família, ou um limiar tolerável de qualidade de vida. A instituição do ano sabático e do ano jubileu estabeleciam um padrão que a falta de diligência, a preguiça ou outros percalços pudessem determinar. Deus estabeleceu a recuperação de todas as posses originais de cinquenta em cinquenta anos.
 Não nos prende aqui o debate político do que hoje está acontecer no mundo e que mais não é do que a repetição do que ao longo da história sempre teve lugar.
 Podemos considerar muitas dívidas em termos humanos, para com aqueles com os quais nos relacionamos e até para com desconhecidos. Pode existir da nossa parte toda uma disciplina para cumprirmos e satisfazermos os nossos compromissos, mas também podemos chegar a uma situação em que a nossa dívida se torna incomportável e não temos como pagá-la.
 A Bíblia fala-nos de uma dívida que temos para com o nosso Criador. Não nos criámos a nós mesmos e toda a nossa existência depende da provisão divina. O mesmo se pode dizer do modo com delapidamos e desconsideramos o governo dos bens que Ele colocou à nossa disposição, o modo como temos arruinado a criação, e como somos tão pouco generosos com o que Ele coloca à nossa disposição para partilharmos com os que se encontram numa situação de fragilidade. Mas também podemos considerar que sempre que negligenciamos o nosso amor para com o Ser que nos criou e que nos sustenta, traduzido na forma como respondemos aos Seus mandamentos que estão ligados à essência da Sua natureza contraímos uma dívida que está além da nossa capacidade saldar. A tudo isso a Bíblia chama de pecado.
 A nossa dívida para com Deus é impagável. Não temos como saldá-la. Mas a maior de todas ofensas ainda reside na ideia que alimentamos e que é de todo absurda e ofensiva, que podemos alcançar pelos nossos próprios esforços, pelos nossos sacrifícios, pela nossa religiosidade e ética, pelas ofertas que podemos fazer principalmente os que, com a “sua” fortuna julgam que podem comprar Deus e a bem-aventurança eterna. De um certa forma vendemo-nos, tornámo-nos escravos de nós mesmos e dos poderes malignos, do egoísmo e do egocentrismo, da maldade, da inveja, da competição e da rebeldia contra Deus, e não temos como pagar a nossa alforria.
 A árvore da ciência do bem e do mal pela qual o homem no princípio optou em vez do relacionamento e intimidade com o Deus de amor que nos criou, opera segundo o princípio do mérito, da força, do negócio com se tudo se comprasse e vendesse, e como se o relacionamento entre pessoas existisse em função do mercado de valores e da bolsa financeira.
 A pessoa não tem preço. Um homem vale mais do que o mundo inteiro. O homem nada pode dar em troca da sua alma. Pensar em comprar e vender um ser humano é uma afronta. Aceitar os outros em função do desempenho não é sustentável. Este sistema apenas produz morte, destruição, conflito, confronto e violência. Foi isso que aconteceu a partir dessa escolha desastrada que ainda hoje repetimos, e que o próprio Deus veio destruir através da Sua presença entre nós, amando-nos na condição em que nos encontrávamos, sendo amigo de publicanos e pecadores, curando os oprimidos do coração e do espírito, libertando os escravos deste sistema corrupto e vil, alimentando multidões a custo zero e, finalmente, dando a Sua vida na cruz em favor de toda a humanidade. A nossa dívida foi cancelada na cruz. Jesus pagou com a Sua vida o preço que custava trazer-nos de volta, e que Ele mesmo estipulou. Isso dá-nos uma ideia totalmente diferente de quem Deus é e de quem somos, chamando-nos a viver de uma modo diametralmente oposto. Em vez do mérito foi instituída a graça como favor imerecido.
 “Deus anulou a conta desfavorável das nossas dívidas, a qual nos condenava segundo a exigência da lei. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz, e venceu as autoridades e os poderes. Humilhou-os publicamente e levou-os prisioneiros em sinal de triunfo, por meio de Cristo.” (Colossenses 2:14,15 – BPT)
 
Samuel R. Pinheiro
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“APRENDEI DE MIM…”
 
 Dirigindo-se a todos nós na pessoa dos Seus primeiros ouvintes, Jesus Cristo faz um convite único que demonstra a Sua perfeita consciência da Sua identidade singular e exclusiva, como Filho de Deus. Ninguém no seu estado de perfeito juízo e razoabilidade alguma vez poderia endereçar semelhante repto, sem efetivamente ser quem Ele dizia ser – o Filho de Deus. Esta marca distingue-O de todos os restantes que não se podem comparar com Ele. Jesus não é apenas um Mestre, um profeta e um líder excecional, mas o próprio Deus na forma humana entre nós, vestido da nossa humanidade exceto nas falhas morais e espirituais. São d’Ele a seguinte proclamação: “Venham a mim todos os que estão cansados e oprimidos e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28 – O Livro).
 Não se trata apenas do cansaço provocado pelas fadigas da vida, do trabalho, do esforço físico e do suor. Não se trata apenas das canseiras presentes no esgotamento nervoso, na inquietação da alma, nas depressões, na ansiedade e preocupações com o presente e o futuro. É essencialmente, sem escamotear estes e outros cansaços, o que se manifesta na dimensão espiritual do homem, esquecido de Deus, afastado da Sua vontade, em rebelião aberta com o Seu Criador ou tentando fazer as coisas à sua própria maneira. É também o cansaço e a opressão causados pela religião com todo o seu formalismo, com todas as suas exigências, a tentativa de alcançar por mérito próprio o favor divino.
 Ainda encontramos este cansaço que se manifesta de variadas formas. Quantas pessoas sofrem em silêncio? Quantas vivem sob um peso inexorável de culpa e condenação? Quantas carregam o peso da frustração? Quantas encaram o futuro eterno com medo e até pavor? Outros talvez disfarcem, mas no íntimo existe uma inquietude que não deixa sossegar.
 O convite de Jesus não é apenas para alguns, para uma elite moral, para um grupo restrito de religiosos, para pessoas bem-sucedidas na sua vida pessoal. Também não é para os que especialmente podemos identificar e catalogar como miseráveis, párias e excluídos. Não! O convite de Jesus é inclusivo, não deixa ninguém de fora. Todos são mesmo todos! O problema de muitos não é que não façam parte dos cansados e oprimidos, mas que não se reconhecem enquanto tal.
 Ao longo da história milhões têm experimentado instantaneamente este alívio que Jesus promete. É Ele que alivia porque tem poder para tal, através do seu perdão, restauração, cura e libertação. Ele pode fazer por nós o que nós não podemos fazer por nós mesmos nem pelos demais.
 E é neste ponto, depois desta experiência libertadora quando vamos a Ele, que lança o desafio para que aprofundemos e mantenhamos de modo sustentável esse alívio. “Levem o meu jugo e aprendam de mim, porque sou brando e humilde, e acharão descanso para as vossas almas; pois só vos imponho cargas suaves e leves.” (Mateus 11:29,30 – O Livro).
 Jesus acrescenta aos atributos da divindade os de “brando (manso) e humilde”. Não são estas as características que pensamos, quando pensamos em Deus. Mas estas são boas razões mais que provadas para acolhermos Jesus como o nosso Mestre. Ele demonstrou de sobejo entre nós que é assim mesmo, sem tirar nem pôr.
 “APRENDEI DE MIM…” Com Jesus aprendemos a viver como Deus quer que vivamos e isso leva-nos ao descanso na alma.
 Vivemos dias em que a alma dos homens está profundamente perturbada, inquieta, desassossegada e esgotada. Jesus revigora a alma, concede encorajamento e alento. O presente pode ser instável e o futuro ameaçador, mas Jesus indica-nos o modo pelo qual podemos alcançar descanso. Aqui reside a razão pela qual somos tão enfáticos a respeito de Jesus – Ele nos ensina com a Sua própria vida confiando no Pai em meio às circunstâncias mais adversas. No meio da tempestade podia dormir, porque ele sabia que o Seu Pai estava no controle de todas as coisas. O mesmo acontece connosco através d’Ele!
 
Samuel R. Pinheiro
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"PARA O LOUVOR DA SUA GLÓRIA"

 

Sempre o homem será acompanhado por algumas perguntas que fazem parte intrínseca da sua essência e natureza: de onde vim, para onde vou, porque estou aqui e quem sou? Estas são algumas das questões fundamentais que se prendem com a forma como vivemos, e o modo pelo qual podemos viver! A mudança de uma destas respostas pode alterar substancial e radicalmente a nossa postura e atitude. Uma das formas pelas quais isso pode acontecer é sermos confrontados com alguém que pensa, vive e age de forma diferente. As pessoas com as quais nos cruzamos ou quais as quais acompanhamos são determinantes em relação a isso. É por isso que é tão importante considerarmos seriamente quem são os nossos heróis, ou os nossos pares, os nossos companheiros de caminhada, os nossos amigos e colegas.
 Queremos apresentar-lhe a proposta de se encontrar com Jesus Cristo. Não se fique por personagens menores. Opte pela excelência. O desafio pode ser grande e até causar alguma intimidação, mas no caso de Jesus isso é compensado com a Sua compreensão, acolhimento e aceitação incondicional. São mesmo muitos os que foram impactados e literalmente mudados no encontro com esta figura incontornável da História da nossa humanidade. Não precisamos de argumentos para sustentar esta constatação. As conclusões poderão surgir ao longo desse encontro e como resultado d'Ele. Talvez vamos perder tempo e energia a debater esta ou aquela convicção que temos sobre Jesus, antes de você ter o seu encontro pessoal com Ele. Foi isso que aconteceu com Natanael e Filipe precisamente a propósito de quem Jesus é, e isso foi resolvido muito rapidamente com o desafio do último às reticências do primeiro: "Vem e vê!"
 A Bíblia aponta-nos para o nível supremo e inultrapassável desse desígnio para a nossa vida - sermos para o louvor da Sua glória! A nossa vida pode corresponder ao mais elevado nível de realização. O apóstolo Paulo ao escrever à Igreja em Éfeso, na abertura da sua carta, concentra-se precisamente nesse propósito que o Criador estabeleceu. Deus não nos concebeu como pessoas de segunda ou terceira categoria. Por causa disso é muito natural que o homem procure prosseguir sempre mais longe e elevado. Muitas vezes, para não dizer a esmagadora maioria, isso é entendido de forma errada. Quando nós entendemos que Deus instilou isso dentro de nós, e que isso é perfeitamente possível através da nossa sincronização com Ele, então as coisas mudam de figura. E olhando para Jesus, que é a pessoa através da qual Deus torna isso possível, temos diante de nós a realidade e a verdade insofismável e indesmentível. Jesus é e viveu assim, para que todos nós arrepiando caminho, voltemos à matriz original. Não importa o quanto nos possamos ter afastado do projeto, é perfeitamente possível recomeçar e realizá-lo para todo o sempre.
 Na impossibilidade, por motivos de espaço, reproduzir todo o texto dessa abertura da carta aos Efésios que é também para ser lida e vivida por cada um de nós, citamos algumas passagens:
"Ele destinou-nos para sermos seus filhos por meio de Cristo, conforme era seu desejo e vontade, para louvor da sua graça gloriosa que ele gratuitamente nos concedeu no seu amado Filho." (v. 5, 6).
"Deu-nos a conhecer o mistério da sua vontade e o plano generoso que tinha determinado realizar por meio de Cristo. Esse plano consiste em levar o Universo à sua realização total, reunindo todas as coisas em submissão a Cristo, tanto nos Céus como na Terra." (v. 9, 10).
"Foi também em Cristo que fomos escolhidos para sermos herdeiros do seu reino, destinados de acordo com o plano daquele que tudo opera conforme o propósito da sua vontade. Louvemos, portanto, a glória de Deus, nós que previamente já pusemos a nossa esperança em Cristo." (v. 11, 12)
"O Espírito Santo é a garantia da herança que nos está prometida e que consiste na completa libertação dos que pertencem a Deus, para louvor da sua glória." (v. 14).
Viver nesta dimensão é ter a abundância da vida, aproveitarmos a vida ao máximo e termos nos nossos horizontes a eternidade. Fomos criados para esta qualidade de vida e ela é possível por Jesus Cristo, que a viveu integralmente, morrei e ressuscitou para que ela fosse possível e a demonstrou até às últimas instâncias.

 

 

Samuel R. Pinheiro
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"ESTÁ CONSUMADO"

 Este é o brado que marca a História da humanidade e define o momento a partir do qual a nossa reconciliação com Deus foi concretizada. Jesus cumpriu na íntegra a Sua missão. Era necessário que Ele fosse à cruz e morresse. Os Seus discípulos não entenderam o que Ele lhes falava sempre que Ele abordou este assunto. Era incompreensível para eles.
 Um dos exemplos mais flagrantes é o de Pedro, ao responder à pergunta de Jesus "E vós quem dizeis que eu sou?", respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus declarou ao discípulo que a sua afirmação não era resultado da sua esperteza ou inteligência, mas da revelação que o Pai lhe concedera: "Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu pai que está nos céus." (Mateus 16:13-20). Logo mais "começou Jesus a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitado no terceiro dia." O mesmo discípulo que antes falara de modo tão pertinente e verdadeiro, na iluminação divina, ficou chocado, escandalizado e apressou-se a reprovar a Jesus: "Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá." A cabeça, a mentalidade, a perspetiva, a declaração que antes havia pronunciado com a aprovação de Jesus, não se encaixava com o que o Mestre estava a dizer. Uma coisa não batia com a outra. Mas de uma forma muito frontal Jesus respondeu a Pedro: "Arreda! Satanás; tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e, sim, das dos homens." (Mateus 16:21-23).
 O contraste é violento. Da revelação do Pai a ser porta-voz do próprio Diabo. Jesus, o Cristo, o Filho do Deus vivo, veio precisamente para dar a Sua vida pelos homens. Isto sempre foi e sempre será difícil de engolir. Ainda hoje muitos religiosos e teólogos ditos cristãos, rejeitam este veredito. O Corão nega que Jesus tenha morrido na cruz. Nos escritos de Paulo isto é escândalo para os judeus, e loucura para os gentios. Mas esta é a essência da mensagem cristã. Por isso Paulo afirma: "mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus" (1 Coríntios 1:23,24).
 Podemos escrutinar cada um dos evangelhos, o livro histórico dos Atos que narra o começo e crescimento exponencial da igreja, as cartas de cada um dos apóstolos e todos os restantes documentos que constituem a parte da Bíblia depois de Jesus Cristo, e encontraremos a mesma dificuldade. Os discípulos até ao momento da crucificação não tinham entendido, ficaram desiludidos e chocados, fugiram e esconderam-se. Pensaram que afinal de contas tudo o que pensaram que estava a acontecer tinha ido água abaixo, se tinha esboroado. A cruz e a morte de Jesus eram a derrota, o fim de um sonho, de uma ilusão, de uma utopia, de um ideal.
 A própria ressurreição numa primeira instância não muda completamente o cenário. Jesus ainda os encontra de volta à faina do mar. A Sua ascensão leva-os a Jerusalém segundo a Sua ordem expressa, e é no derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, que tudo se altera e Pedro, numa unção e entendimento antes não alcançado, no seu discurso perante os judeus atónitos perante o que estava a acontecer, proclama alto e bom som: "Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós, com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmo sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o mataste, crucificando-o por mãos iníquas; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela. (...) Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo." (Atos 2:22-24,38).
 Também eu não entendo porquê. Mas no Seu amor e justiça, assim decidiu o Soberano Deus, o que demonstra o "absoluto do mal do pecado" que foi derrotado pelo absoluto amor divino. O que pode parecer o maior momento de fraqueza e derrota do Criador, crucificado às mãos dos homens, é o momento de maior força e vitória, dando a Sua vida para que fosse transplantada em nós. Palavas difíceis hoje para a maior das pessoas como expiação, redenção, remissão, justificação, propiciação significam que Deus nos perdoou da única maneira possível, porque não há perdão sem preço. "ESTÁ CONSUMADO!" Tudo foi feito. Apenas precisamos acolher, aceitar e viver!

 

Samuel R. Pinheiro


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"NÃO É O QUE ENTRA PELA BOCA..."

 

Nos tempos em que Jesus andou por esta terra e lidou com os religiosos do seu tempo, os que supostamente seriam os representantes de Deus e os portadores da Sua Palavra e Seus preceitos, aconteceram situações para nós impensáveis, mas que não estarão muito longe do que a religião é especialista em criar ainda hoje em dia.
 Segundo o relato do escritor do primeiro evangelho, alguns fariseus e escribas expressaram a sua reprovação a Jesus pelo fato dos Seus discípulos não lavarem as mãos quando comiam. Segundo uma nota de explicação de Russell P. Shedd, na Bíblia Vida Nova: "A tradição da lavagem das mãos era simples higiene antes das refeições. Veio a ser um tipo de purificação ritual para afastar a mínima possibilidade de a pessoa ter sido contaminada pela poeira advinda de algum pagão. A ocupação dos romanos intensificou o legalismo, na tentativa de atingir 'a santidade' e conseguir o socorro necessário de Deus para a expulsão dos pagãos. Não percebiam, porém, que certas interpretações tinham já violado a verdadeira lei."
 É esta a armadilha em que a religião tende a envolver os seus paladinos. Um conjunto alargado de preceitos meramente formais que aprisionam, asfixiam, oprimem, dividem e excluem. Dão a impressão de que Deus é um ser mesquinho que se entretém com ninharias. Os religiosos tornam-se juízes que condenam os outros, inventando cargas para lançar sobre os ombros do povo, lançando acusações, vivendo da culpa.
 Foi isto que Jesus encontrou. Um profundo e entranhado engano sobre quem Deus é e o modo como Ele age em relação aos homens.
 Jesus responde demonstrando o que de mais perverso o homem e a religião são capazes de fazer: interpretar a palavra de Deus fazendo dela o contrário do que ela é. Era isso mesmo que eles faziam sobre o mandamento de honrar o pai e a mãe. Tradições que invalidavam a palavra de Deus, atribuindo a Deus o que era devido aos seus progenitores.
 Como conclusão, Jesus adianta usando para isso as palavras do profeta Isaías: "Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens."
 A partir desta situação que desvirtuava a verdade sobre Deus e a Sua vontade, Jesus aproveita-a para dar a conhecer a verdade divina: "Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem."
 Como se os Seus amigos mais próximos não entendessem o que queria dizer, Jesus explicou de forma bem clara e objetiva: "Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e depois é lançado em lugar escuso? Mas o que sai da boca, vem do coração, e isso é o que contamina o homem, porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias. São estas coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos, não o contamina." (Mateus 15:1-20).
 O problema do homem está no seu coração, na essência do seu ser, é daí que procede tudo o que está de errado e todo o mal. E Jesus veio para resolver essa situação que o homem por si próprio não pode tratar. Mudar por dentro é o que Deus pode fazer. É um milagre que só Ele pode realizar.
 Ter cuidado com a nossa alimentação é algo que devemos ter na devida ponderação, em virtude de devermos tratar bem do nosso corpo e todo o restante do nosso ser. Mas não devemos descorar a nossa identidade, a nossa condição espiritual. O problema não são os pecados, mas a natureza pecaminosa da nossa natureza. Para alcançarmos um fruto diferente da árvore que somos, é tem de mudar o seu DNA espiritual! E isso foi o que Jesus veio tornar possível. Podemos dizer ainda que o problema do homem não é o pecado nem os pecados, mas aceitar de boa vontade e com gratidão a oferta de perdão que Jesus nos estende. Ninguém ficará para sempre separado de Deus porque é pecador e peca, mas porque não recebe o perdão que Ele lhe oferece mediante a Sua morte e ressurreição. O pecado mata e não prescreve. Só a morte de Jesus Cristo tem o poder de o destruir, aniquilar, exterminar. Isso é necessariamente algo que não entendemos, mas não sabemos toda a extensão do que é o pecado e os seus desdobramentos. O facto é que Aquele que sabe o que o pecado é, e as suas consequências no tempo e na eternidade, decidiu pela única possibilidade de dar cabo dele - a morte de Jesus Cristo! Isto torna o Evangelho totalmente diferente do que é a religião! Não é de mais regras e juízes religiosos que precisamos, mas do perdão divino mediante a cruz!

 

 

Samuel R. Pinheiro

 

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PELA FÉ...

 A fé é um firme alicerce do que esperamos, e o que esperamos da parte de Deus de acordo com a sua revelação escrita e pessoal por Jesus Cristo, é uma esperança radical que se dirige ao aqui e agora que vivemos na nossa presente condição, e que se concretiza em toda a sua plenitude e de modo absoluto na eternidade.
 Enquanto aqui nos encontramos sabemos que teremos lutas, dificuldades, problemas, dores, sofrimento, doenças, conflitos, adversidades, frustrações, desaires, fracassos. Mas em nenhuma das vicissitudes estamos sozinhos. Deus está sempre presente embora algumas vezes parecendo longínquo (o que é a ilusão da nossa finitude, ignorância e fraqueza espiritual), e Ele nos inseriu numa família que não sendo perfeita é um esteio, um suporte, um encorajamento concreto (assim deve ser porque para isso foi e está a ser formada).
 Deste forma Jesus que nos avisou antecipadamente que a vida com Ele não seria um mar de rosas como a Sua também não foi, podemos mesmo dizer nos ordena a que tenhamos bom ânimo, ou seja que não sejamos reféns do desânimo e do desalento, mas por um ânimo bom que tem como principal referência e inspiração o facto de que Ele venceu. A vitória d'Ele é também a nossa vitória. Um outro texto bíblico declara que somos mais do que vencedores.
 Mas a nossa esperança não se resume apenas a esta terra e a Palavra de Deus chega ao extremo de declarar que se apenas esperarmos em Cristo nesta terra seremos os mais miseráveis de todos os homens, não porque aqui não tenhamos a melhor de todas as companhias e o melhor de todos os suportes, mas porque os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória porvir a ser experimentada por todos os que confiam a sua vida nas mãos do Criador, acolhem o facto de que nós não somos autores e fabricantes de nós mesmos, que somos criação divina e, apesar de termos cometido a alta traição de nos rebelarmos contra Quem nos fez à Sua própria imagem e semelhança e ainda hoje preferimos construir o nosso reino como se fôssemos autossuficientes e donos do que quer que seja, em e por Jesus Cristo Deus traz-nos de volta a Ele com a demonstração maior de amor que alguma vez nos poderia dar - morrer às nossas mãos para vencer a morte, o ódio, a maldade, a violência.
 Temos todas as razões para vivermos impulsionados e animados por uma viva esperança. O texto bíblico pela escrita de Paulo diz-nos que Cristo em nós é a esperança da glória. Na realidade esperamos novos céus e nova terra em que a justiça habitará para sempre. Ninguém será obrigado a participar, mas todos sem exceção são acolhidos desde que sem qualquer preço aceitem o que já foi alcançado por parte do próprio Deus.
 O mal não tem sentido e não faz sentido procurá-lo. Ele não existe para permanecer, mas para ser destruído e erradicado da história da humanidade. Deixo aqui uma citação do livro "O Deus que eu não entendo?" (pág. 48), de Cristopher J. H. Wright e publicado pela editora Ultimato: "Deus, em sua infinita perspetiva, e por razões as quais só ele conhece, sabe que para nós, seres finitos, o mal não pode e de fato não deve "fazer sentido". Porque a verdade final é que o mal não faz sentido. "Sentido" faz parte da nossa racionalidade, que é em si parte da boa criação de Deus e da imagem de Deus em nós. Assim, o mal não pode fazer sentido, já que o sentido é em si algo de positivo."
 "O mal não tem um lugar próprio junto à criação. Ele não tem validade, nem verdade, nem integridade. Ele não pertence intrinsecamente à criação, já que originalmente ela foi feita por Deus, e não pertencerá à criação, pois no final Deus irá redimi-la. Ele não pode e não ser incorporado ao universo como uma parte racional, legítima e justa da realidade. O mal não está lá para ser entendido, mas para ser resistido e, no final, expulso. O mal era e continua a ser um intruso, uma presença estranha que tem se sentido quase (mas não de forma definitiva) inevitavelmente 'em casa'. O mal está além do nosso entendimento porque não faz parte da realidade definitiva que Deus, em sua perfeita sabedoria e absoluta fidelidade, quer que entendamos."
 O terror não terá a última palavra, mas sim o amor sacrifical. Não matar em nome de Deus por todas as religiões ou pelos que se apresentaram na história como sendo não religiosos, mas pelo amor sacrificial do próprio Deus que na cruz morreu em favor de toda a humanidade. A esperança em Cristo é certeza absoluta.
 "O fato essencial da existência é que esta confiança em Deus, esta fé é o alicerce sólido que sustenta qualquer coisa que faça a vida digna de ser vivida. É pela fé que lidamos com o que não podemos ver. Foi um ato de fé que distinguiu nossos antepassados, elevando-os acima da multidão." (Hebreus 11.1 - paráfrase "A Mensagem de Eugene H. Peterson, editora Vida)

 

Samuel R. Pinheiro


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"VIMOS A SUA ESTRELA NO ORIENTE"

 

Do oriente vieram magos em busca do Rei acabado de nascer anunciado porque viram a sua estrela, um sinal singular mas perfeitamente contextualizado com a sua cultura e campo de estudo e ação. De tal forma esse sinal foi contundente e impactante que eles puseram pés a caminho, fizeram as malas, prepararam presentes escolhidos a preceito e adequados ao Rei que acabara de nascer e carregados de simbolismo. Este episódio está repleto de sentido em relação ao modo como Deus comunica e dá a conhecer os Seus planos e intervenções na história, como quer e a quem quer. Para Ele não existem barreiras ou obstáculos intransponíveis. Deus sabe falar a língua da mente e do coração de cada homem. A própria ignorância, ou o paganismo, ou práticas estranhas e até reprovadas pela revelação de Deus, não significa que Deus não ame, ou seja indiferente. Porventura estes magos dedicavam-se à astrologia ou à magia. Deus usa uma estrela, a linguagem que eles conheciam e sobre a qual se debruçavam, e através delas mostra-lhes que o Rei nascera.
 Apesar de saberem o suficiente para iniciarem a sua viagem chegaram a Jerusalém com a pergunta chave de toda a sua aventura: "Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?" (Evangelho de Mateus 2:2). São os estrangeiros que trazem a notícia, apontam o sinal e declaram a determinação de O adorarem. "Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para adorá-lo." É de fora que vem a notícia e o anúncio. São estranhos que são portadores da informação. Deus anunciou a não judeus que o Rei dos judeus nascera, porque na verdade esse Rei judeu, não o seria apenas para os judeus, mas para todas as pessoas, em todas as culturas e línguas, de todas as raças e estatutos sociais, em todos os tempos.
 Tanto Herodes como toda a Jerusalém ficaram alarmados. A notícia causou-lhes perplexidade e espanto, mas também incómodo e mal-estar. Herodes chamado pelos romanos como reis dos judeus sentiu-se ameaçado. De quem seria o atrevimento de colocar em causa o seu estatuto e o seu poder. Quem teria semelhante desplante. Afinal quem se atrevia a passar por cima do poderio romano e como é que um bebé podia colocar em causa a sua liderança?
 Segundo o relato bíblico Herodes sabia a quem perguntar acerca do que estava a acontecer, e sobre o que os magos inquiriam. "Então convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer." Os religiosos sabiam a resposta através dos livros sagrados, mas apesar de saberem e de darem a informação correta, não se sentiram de maneira nenhuma atraídos, curiosos ou decididos a comprovarem se na realidade era assim. Como "representantes" de Deus na terra, como estudiosos da lei e dos profetas, ficaram indiferentes à afirmação dos magos. Os de dentro não mostraram nenhum interesse em seguir na rota dos profetas até Belém, os de fora não se importaram com o esforço que tinham a fazer e com os obstáculos a vencer, e Herodes sentindo-se ameaçado tentou arranjar um expediente para se livrar do infante que lhe ameaçava o lugar. "Em Belém da Judeia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel." (2:5,6)
 Especulando um bocadinho estes magos devem ter ficado admirados que o sinal que os movera até Jerusalém, e a declaração profética, não arrancasse os religiosos da sua letargia e acomodação. E lá seguiram o seu caminho sem a companhia dos eruditos da profecia, guiados pela estrela que tinham visto no Oriente e que agora os precedia, até ao lugar onde o menino se encontrava e onde parou. Um déspota e uma cidade alarmados, religiosos indiferentes e alguns magos esfusiantes. "E vendo eles a estrela, alegraram-se com grande júbilo." (2:10). Tinham chegado ao destino. "Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra." (2:11)
 Hoje como ontem, passados dois mil anos, Deus continua a mostrar-nos através de muitos indicações que o Rei já nasceu, o Senhor do Universo veio ao nosso encontro, o Criador de todas as coisas e o nosso próprio Criador deu-se a conhecer, para que sem qualquer discriminação possamos reencontrar n'Ele o sentido da nossa existência e a nossa verdadeira essência. Os magos voltaram para casa, mas não eram já as mesmas pessoas. Voltaram diferentes... eles tinham visto... sabiam a verdade... contemplaram e adoraram o Senhor! Que neste Natal os sinais não prendam de tal maneira a nossa visão que deixemos de ver e concentrar-nos em Jesus... o sinal não é um espetáculo ou uma distração, é apenas o meio para nos trazer até ao Protagonista e Autor principal da História e do nosso sentido.

 

Samuel R. Pinheiro

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RELIGIÃO - LIBERDADE E VIOLÊNCIA

 

 Julgo que não será errado dizer que todas as religiões em algum momento consideraram que o poder político era um aliado para impor as suas crenças, a sua moral e a sua ética através da violência, da perseguição, da intimidação, do medo, da pobreza e da miséria. Ninguém pode atirar a primeira pedra porque todos têm os seus telhados de vidro. Mas existem algumas diferenças de fundo como é o caso de facilmente podermos constatar que alguém pode matar invocando o nome de Jesus Cristo, mas não pode matar por ordem de Jesus Cristo. Ele nunca lançou mão da violência, embora não exista qualquer base para a conceção de um Cristo frouxo, inseguro, politicamente correto. Jesus foi frontal e honesto com os poderosos da religião, com os hipócritas, com o povo, com o sistema. O mesmo não se pode dizer de alguns líderes religiosos que lançaram mão das armas para expandir as suas ideias. Jesus nunca o fez nem nunca o promoveu, nem deu orientações para que assim fosse feito. Antes bem pelo contrário, sempre o condenou. O projeto de Jesus Cristo não é político nem pode ser politizado ou partidarizado. Trata-se de um plano espiritual que tem repercussões em tudo o que diz respeito à vida de cada um que o aceita e com o qual se compromete. 


 Pessoalmente continuo a perfilhar a ideia de que sendo a religião o esforço do homem para tentar alcançar Deus, Jesus não veio para implantar ou dar origem a nenhuma religião. A religião é o esforço do homem. Jesus Cristo é o próprio Deus vindo ao encontro dos homens, fazendo o que eles nunca poderiam fazer. O homem não consegue alcançar Deus. Pode tatear respondendo ao apelo que o próprio Deus incutiu dentro da Sua obra-prima. Admito que outros possam ter outra perspetiva e defendam outra argumentação. Esta serve de forma razoável e julgo que de modo muito contundente a essência singular do evangelho. 


 O evangelho é totalmente avesso à estratégia da força para impor as suas convicções porque no evangelho não é pelas regras, pela ética ou pela moral, pela liturgia ou pelos serviços religiosos que alcançamos a Deus, como também não o alcançamos pelas nossas boas obras, pela nossa eventual virtude. Não é por sermos "bons" que logramos a nossa salvação. Por isso a fé que nos vem pela palavra de Cristo e da qual Ele é o autor e consumador não pode ser legislada. É pela graça, pelo favor de Deus que somos reconciliados com Ele. O evangelho aponta-nos a cruz de Jesus Cristo como o único meio pelo qual podemos ser salvos. Nunca como hoje, no ambiente que estamos a viver em termos do terrorismo, isso se torna mais urgente e mais premente. Não podemos obrigar os outros a viver como nós consideramos que devemos viver. Não podemos obrigar os outros a aceitar o que para nós é certo ou errado de acordo com a revelação divina. Deus deu-nos orientações muito específicas de acordo com as quais devemos viver, quando em liberdade e por nossa escolha decidimos seguir a Jesus. Mas o que para nós é certo, não pode ser imposto a quem não quer viver dessa forma. O próprio Deus procede dessa maneira. Com isto não estou a querer dizer que a sociedade não beneficie como um todo quando os valores e princípios cristãos são absorvidos. Mas não confundamos a cultura influenciada pela fé cristã, com a vida cristã decorrente de uma experiência pessoal com Jesus Cristo, com o novo nascimento, com a conversão, com o arrependimento, com a mudança espiritual provocada pelo Espírito Santo. Por outro lado também não é menos verdade que quando nos parece que a sociedade perfilha uma cultura dita cristã, o que de hipocrisia sobeja é muito mais do que imaginamos. O mesmo acontece em todos os grupos, sejam religiosos ou político-partidários quando defendem uma determinada legislação e afinal de contas a vida privada dos proponentes e defensores está nas suas antípodas. 


 A sociedade não pode viver sem algumas definições muito claras e objetivas do que se deve ou não deve fazer, sobre o que é correto e o que não é. A justiça é essencial à vida em sociedade. Tem de existir um padrão pelo qual uma sociedade se deve reger. O relativismo e o pluralismo mais cedo ou mais tarde redundarão em desastre quando levados ao extremo. Já hoje somos confrontados na escola e na sociedade em geral com crianças, adolescentes e jovens que não têm qualquer noção de respeito, de reconhecimento dos princípios da vida em sociedade, de aceitação das normas dentro de uma sala de aula, da valorização do conhecimento e do trabalho. Mente-se, engana-se, rouba-se, ameaça-se, agride-se, provoca-se, etc. com uma consciência cauterizada, um sangue frio que causa uma profunda apreensão em relação ao presente e ao futuro próximo. 


 A função de sal e de luz da igreja e dos seguidores de Jesus na sociedade não é o de impor a sua moral, mas a de viver essa mesma moral no relacionamento pessoal com cada um dos vizinhos, na consciência das nossas fraquezas, debilidades, erros e falhas; sem qualquer sobranceria ou sentido de superioridade. Com amor e aceitação, não subscrevendo o que está mal, mas não recusando a pessoa porque todos nós sofremos do mesmo problema, e todos carecemos da mesma graça divina, do mesmo perdão e transformação. 


 A teocracia não é o projeto cristão para as sociedades em que vivemos. A parte da Bíblia que nos narra a história do povo de Israel dá-nos a conhecer um regime em que os princípios dados por Deus deveriam ser observados por todo o povo embora eventualmente apenas durante o período do êxodo com Moisés, de Josué e durante o período do profeta Samuel a liderança espiritual abarcava a totalidade da vida da nação. Durante o período dos juízes e da monarquia embora tenhamos situações distintas de rei para rei, e fosse expetável que este estabelecesse a lei dada por Deus, existia uma separação de funções. Com a vinda de Jesus Cristo o Seu projeto é a da edificação da Igreja da qual fazem parte todos os que têm uma experiência pessoal com Ele. 


 No terrorismo do islamismo radical temos uma hostilidade em relação à cultura ocidental que é mais pós-cristã do que cristã, defende-se um conjunto de posturas principalmente em relação às mulheres que colidem com a permissividade do ocidente. Embora na Bíblia nós encontremos valores que se opõem à mesma cultura, o facto é que eles não nos foram dados para serem impostos pela via da lei. Ao longo da história e nos dias de hoje podemos encontrar certos grupos em que o fanatismo grassa e em que o exagero nos usos e costumes é alarmante. Mas o facto de existir essa clivagem, ela nunca por nunca ser poderia ser assumida pela violência no contexto do evangelho. Como cristãos sofremos essa perseguição e corremos o risco de sermos atingidos por ela. 


 Mas existe uma outra perseguição que não pode ser ignorada nem silenciada por grupos extremistas e outros que nem serão assim tão extremistas, contra todos os que confessam a Jesus Cristo como o único Senhor, como Salvador, como o seu Deus. Mas disto Jesus Cristo nos avisou de forma clara e solene. A Igreja surgiu e desenvolveu-se num ambiente hostil, de perseguição feroz, tanto movida pela religião como pelo poder político. Não esperemos que hoje aconteça de forma diferente. Não foi por causa disso que os seguidores de Jesus deixaram de viver em função dos valores do amor aos próprios inimigos, retribuindo o bem ao mal que lhes era infligido. O sangue dos mártires potenciou o crescimento qualitativo e quantitativo da Igreja. Fomentar uma guerra religiosa não está dentro dos parâmetros da fé que provém de Jesus Cristo, nem sequer nos deixar enganar ou iludir com ela. Compete-nos esclarecer, explicar de modo inteligente, sábio, amistoso mais do que atacar quem não crê em Quem nós cremos. Embora devemos cultivar uma postura esclarecida e rigorosa sobre as várias correntes religiosas não devemos generalizar e colocar tudo no mesmo saco, porque nem todos os que professam uma determinada religião são terroristas ou intolerantes. 


 Julgo que em relação ao poder político seja ele central ou local não podemos embarcar na lógica de que se não nos dão a nós também não devem dar a outros, mas no mínimo que nos concedam o que disponibilizam a outros, tendo em consideração que a nossa profunda fragmentação é um obstáculo muito sério à equidade neste como noutros domínios. Uma linguagem desbragada não condiz com o espírito e a letra do evangelho de Jesus Cristo e muito menos a defesa da restrição ou anulação da liberdade religiosa em relação a determinados grupos religiosos ou a perseguição por motivos religiosos sem confundir esta postura com a legítima ação do Estado de oposição, contenção e repressão pelas vias legais de todos os incentivos à violência e ao terrorismo. 


 Mantenhamos sempre no nosso coração as palavras de Jesus: "Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós." (Mateus 5:12)

 

Samuel R. Pinheiro

 

Actualidades

“A importância de ser mórmon”

04-11-2012 20:04
Como a confissão religiosa de Mitt Romney pode influenciar as eleições americanas               Pela primeira vez na história, os americanos têm hipótese de eleger um mórmon para a Casa Branca. Este aspeto da candidatura de Mitt...

“Grécia Um país à beira da rutura”

19-09-2012 23:33
              “No quinto ano de recessão consecutiva, o desemprego na república helénica poderá chegar em breve ao limite do suportável: quase 30%” (Revista Visão, 13 de setembro de 2012, p....

‘Pensava-se que metade dos genes não servia para nada’

19-09-2012 23:31
              “Agora sabe-se que pelo menos 85% têm um papel. Percebeu-se, por exemplo que alguns genes têm uma função reguladora do funcionamento de outros genes.” (Revista Visão, 13 de setembro de 2012, p. 16, João...

Testamento vital. Até ao fim do ano, médicos terão acesso informático à última vontade dos doentes.

19-09-2012 22:47
                  “Não vou admitir que outros decidam sobre a minha morte” (Jornal Expresso, 15 de setembro de 2012, pp. 24, 25)             O prolongamento...

“A arte despediu-se de Deus?”

19-09-2012 22:43
                “D. Manuel Clemente – Uma certa estilização faz parte do caminho da vida e da religião. Álvaro Siza Vieira – Há na hierarquia da Igreja algum receio da arte contemporânea.” (Jornal Expresso – Primeiro Caderno, 15...

“Política sacrificial”

19-09-2012 18:37
              “Conheci teologias que apresentavam e justificavam divindades que exigiam sacrifícios humanos. Algumas atreveram-se a fazer, da própria crucificação de Jesus Cristo – um crime político preparado por instâncias religiosas...

"O MISTÉRIO DOS RELATOS SOBRE O CÉU"

12-09-2012 17:47
“Quatro portugueses que estiveram à beira da morte descrevem como viram o céu”               “Há todos os anos mais de duas mil situações clínicas de quase morte em Portugal. E os livros sobre pessoas que dizem ter visto o céu...

"Que futuro?"

09-09-2012 23:48
              ”O mundo vai mal. Mesmo – ou sobretudo – em matéria ambiental. O clima, os tufões, as calamidades, como os terramotos, a lixeira dos oceanos, o aquecimento da terra… (…)” “A globalização desregulada, a economia virtual,...

"A divina partícula”

02-09-2012 20:57
                        "Sem esgotar as possibilidades, pode ver-se nela [partícula de Deus] uma analogia entre a descrição popular das características do instável e esquivo bosão de...

“A salvação é para muito ou para todos?”

02-09-2012 20:56
              "(…) saber se o ritual da missa católica deve dizer que a salvação de Jesus é ‘para muitos’ ou ‘para todos’. (…) Uma tese que retoma o que o então cardeal Ratzinger escrevia em 2000, na declaração Dominus Iesus: dizer que...
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Como seguidores de Jesus somos cidadãos daqui e do além...

Aqui temos responsabilidades sociais, culturais, políticas... o espiritual é transversal a toda a vida do discípulo de Jesus!

O texto bíblico é isso que nos desvenda e exige.

Por isso aqui deixamos alguns links de reflexão no respeito pelas necessárias sensibilidades diversas que em Cristo nunca podem incluir a indiferença perante a pobreza, a miséria, o desamparo, a discriminação, a desigualdade de lázaros e ricos na imagem da história que o Mestre contou, a usura dos que vivem fazendo dinheiro do dinheiro deixando à míngua alguns muitos para que muito poucos vivam no esbanjamento.

 

"Apenas acrescentaram um pedido: que nos lembrássemos dos pobres, o que é meu desejo profundo." (Gálatas 2.10 - "A Mensagem" de Eugene H. Peterson, Editora Vida)

"Arrumem um emprego decente, até mesmo para poder ajudar os que não têm condições de trabalhar." (Efésios 4.28 - "A Mensagem" de Eugene H. Peterson, Editora Vida)

"Uma palavra final para vocês, ricos arrogantes: comecem a chorar. Preparem baldes para as lágrimas que irão derramar quando a calamidade chegar. O dinheiro de vocês é pura corrupção, e suas roupas de marca cheiram a podridão. O luxo de vocês é um câncer que corrói por dentro. Vocês pensam que estão ajuntando riquezas, mas o que estão acumulando é juízo divino.

Todos os trabalhadores que vocês exploram e enganam clamando por justiça. As queixas dos que vocês prejudicaram e manipularam ressoam nos ouvidos do Senhor, o Vingador. Vocês saqueiam a terra e se sentem bem com isso. Mas, no fim de tudo, morrerão como todo mundo, apenas muito mais gordos. De fato, tudo que vocês fazem é condenar e matar gente boa e indefesa, que não oferece resistência." (Tiago 4.1-6 - "A Mensagem" de Eugene H. Peterson, Editora Vida)

 

Existem muitos outros enunciados bíblicos que não nos podem deixar em silêncio e de braços cruzados.

 

LINHAS CRUZADAS

"INFOTRÁFICO"

05-12-2015 23:35
"INFOTRÁFICO quando apresa somos nós" (revista VISÃO, 22 outubro 2015, pp. 50-60)                 "A sua intimidade está a ser caçada a cada segundo, byte a byte. A ser vendida e usadacontra si. Escondidas na matrix, e sem...

"UM MUNDO PIOR?"

05-12-2015 23:33
"UM MUNDO PIOR?" (revistaVISÃO, 22 de outubro de 2015, p. 26)                "Todos os dias - a todos os minutos - somos inundados com histórias de desgraças.Fome, guerra, pobreza. A julgar pelas notícias, achamos que o...

“O sétimo céu dos poderosos”

01-05-2013 18:14
                  “Na mitologia religiosa, o paraíso seria a recompensa dos puros. No cosmos mais terra a terra do capitalismo, paraíso fiscal é um sítio onde os muito ricos ambicionam ter uma caixa postal. E, ao...

Dignidade, democracia e patriotismo

09-03-2013 13:35
“A mãe de todas as mensagens das manifestações do passado fim de semana foi a afirmação da vida contra a morte. Uma afirmação com três nomes: dignidade, democracia e patriotismo. E uma canção onde coube todo o País exceto o Governo. Sentindo um perigo e uma ameaça viscerais, os portugueses...

"A VIDA ACIMA DA DÍVIDA"

09-03-2013 13:08
“Cerca de 20% da receita fiscal vai para pagar juros (por cada 100 euros, 20 vão para os credores); pagamos em juros mais do que gastamos com a Educação (108%) e 86% do que gastamos com a Saúde, os juros representam 15% da despesa efetiva total do Estado; a política de austeridade aniquila os...

Nem tudo está perdido

12-01-2013 00:48
(...) Só o Estado providência forte torna possível a sociedade providência forte (pais reformados com pensões cortadas deixam de poder ajudar os filhos desempregados, tal como filhos desempregados deixam de poder ajudar os pais idosos doentes). A filantropia e a caridade são politicamente...

Uma verdadeira catástrofe

12-01-2013 00:40
"A situação geral do País em vez de melhorar, como o Governo promete e todos desejaríamos, tem vindo a degradar-se e basta ter os olhos abertos para comprovar o alastramento de uma verdadeira catástrofe" (Mota Amaral, deputado do PSD) - revista VISÃO, 10 de janeiro de 2013, p. 23

“Caridade e solidariedade”

03-01-2013 00:20
            “(…) o problema da pobreza – e dos deveres do Estado perante ela – foi (como quase tudo) equacionado por Platão e Aristóteles: o primeiro, totalitário, defendeu a abolição da propriedade privada; o segundo, “pluralista”,...

O ROUBO DO PRESENTE

02-01-2013 23:55
"Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspetivas de vida social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida. Se perdemos o tempo da formação e o da esperança foi...

QUE FAZER NESTE LONGO NAUFRÁGIO?

08-12-2012 00:21
                Os portugueses estão entregues a si próprios. O mesmo ocorre com os outros europeus, sobretudo os dos países intervencionados. Mas, mesmo os alemães e os finlandeses, embora não sabendo ainda, também não...
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Perguntas inquietantes

O DIREITO À INDIGNAÇÃO

05-03-2013 12:55
"Quem avalia a troika?, apetece perguntar agora que os troikanos voltaram para a avaliação que se diz ser a mais importante." (VISÃO, 28 de fevereiro a 6 de março, p. 31, José Carlos de Vasconcelos) Pergunto eu: quem é que vai pagar os erros das medidas erradas assumidas e implementadas "custe o...

E bom senso q.b. no bolo da crise?

12-01-2013 01:04
"O problema desta política é que o Governo parece fazer sempre questão de acrescentar uma última gota de água àquilo que já é doloroso e dificilmente suportável, reincidindo numa insensibilidade política verdadeiramente incompreensível. O problema não está nas linhas gerais, está nos acrescentos,...

OS BANCOS E AS FAMÍLIAS

12-01-2013 00:45
"por que há dinheiro para resgatar bancos e não há dinheiro para resgatar famílias?" (revista VISÃO, "Nem Tudo Está Perdido", Boaventura de Sousa Santos, p.19)

ATÉ ONDE SE PODE "VIVER COM MENOS"?

22-11-2012 11:16
É importante saber até que ponto pode o país empobrecer sem cair no risco da consulsão social. (Editorial do Jornal Público, 18 de novembro de 2012, p. 2)   Este debate e ponderação pode ter a sua virtude, mas mais importante é debater até que ponto é lícito que estejamos a pagar...

"ESTADO POUPA, HOSPITAL CORTA, DOENTE SOFRE"

08-11-2012 08:56
"Por causa da austeridade, as listas de espera nas ciruegias voltaram a crescer, os hospitais passaram a usar material de pior qualidade e alguns chegam até a recusar tratamento aos pacientes. Estará a saúde pública em risco, perante a necessidade de fazer o mesmo com menos dinheiro? É possível...

"PORTUGAL TORNOU-SE UM SUSTO"

02-11-2012 00:05
"Porque deve pagar a mesma taxa uma pessoa que tem uma casa de 40 mil euros e outra que tem uma casa de meio milhão? E porque não fazemos a mesma coisa no IRC? Porque deve uma tabacaria pagar a mesma taxa de IRC que uma empresa (há 319 em Portugal) que tenha lucros de mais de 75 milhões de...

"ENORME SACRIFÍCIO, ZERO PROPÓSITO"

25-10-2012 12:17
Algumas perguntas superiormente colocadas por Pedro Camacho, Diretor da revista Visão (18 de outubro de 2012, p. 36).   Esta proposta de Orçamento, mesmo que não chegue ao fim, fica para a História como um rol invejável de recordes. Um deles, talvez o mais impressionante, está na...

"Eles Pensam?"

17-10-2012 22:37
Faço minha a pergunta de Miguel Sousa Tavares no Expresso de 5 de outubro de 2012, pág. 7 - "Gostaria de fazer a Passos Coelho a mesma pergunta que há muito tempo fiz a outro primeiro-ministro, Cavaco Silva, o iniciador de todo este desastre: de que viverá Portugal daqui a dez anos, daqui a uma...

Afinal há mais?

04-05-2012 00:21

A falta de vergonha e a hipocrisia não têm limites?

03-05-2012 00:21
Resta-nos a náusea?    
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TEXTOS ESCOLHIDOS

Obrigado, sr. ministro!

21-09-2011 23:56
Não tenho por hábito demorar-me na actualidade política, mas tenho a consciência de que estamos a bater no fundo. A hipocrisia e o legalismo denunciados por Jesus em relação ao sistema religioso, permeia a sociedade. A desigualdade é obscena. A corrupção grassa. Por isso não...

Contatos

PESSOAL

Apresentação

19-01-2010 21:29
Nasci a 8 de agosto de 1956. Fiz 60 anos em 2016. Sou casado com Isabel Pinto Pinheiro há 33 anos (23 de julho 2016), e tenho uma filha com 23 anos (13 de julho 2016), Ana Pinto Pinheiro. A referência essencial da minha vida é Jesus Cristo. Ele é o meu tudo embora eu esteja muito longe...

LINKS

Página pessoal

20-01-2010 15:37
www.samuelpinheiro.com Página em que pode encontrar uma selecção de textos relacionados com comunicações, seminários, conferências e livros publicados.

Conhecer Deus

26-03-2010 08:55
É perfeitamente possível conhecer Deus, experimentando o Seu amor todos os dias.

  

 

  

Pensamentos

"A TRAVESSIA"

01-05-2014 15:44
                Do mesmo autor do livro quefoi best-seller "A Cabana", como romance colocou-me a questão, talvez pelaprimeira vez no contexto evangélico, se existem limites que devem observar-sena ficção quando se tem em...

"A Igreja Desviada"

03-09-2012 00:06
O último livro destas férias de verão. "Um chamado urgente para uma nova reforma". Charles Swindoll, no livro "A Igreja Desviada" faz uma citação do falecido Richard C. Harverson, ex-capelão do senado dos EUA: "No início a igreja era uma comunidade de homens e mulheres centrada no Cristo vivo....

"O Que Jesus Espera de Seus Seguidores"

03-09-2012 00:04
50 mandamentos de Jesus sistematizados a partir dos evangelhos. Da autoria de John Piper e publicado pela Editora Vida. Ao longo de 413 páginas o autor traz-nos de volta ao essencial da vida prática em Jesus Cristo.

"Deus é o Evangelho"

02-09-2012 23:56
Da autoria de John Piper é "um tratado sobre o amor de Deus como oferta de Si mesmo", numa publicação de editora Fiel. Um livro sobre o cerne da fé que vem da Bíblia - a Palavra de Deus. Um livro profundo que nos compele a centrarmo-nos em Deus.

"A Vida É Como a Neblina"

02-09-2012 23:54
Publicado pela editora Mundo Cristão e da autoria de John Piper. A vida aqui é fugaz, mas em Jesus Cristo temos uma vida que não acaba, uma vida que pernanece eternamente.

"20 Evidências de que Deus Existe"

02-09-2012 23:46
"Descubra por que crer em Deus faz tanto sentido". Da autoria de Kenneth D. Boa & Robert M. Mowman Jr., foi publicado pelo CPAD. Na minha ânsia de alcançar uma argumentação sólida sobre a fé que provém de Jesus Cristo, e cada vez mais convicto de que Ele é a razão das razões, a razão...

"Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus"

26-02-2012 19:20
Acabei de ler um livro que sugiro a quem interesse a relação entre a fé bíblica e a ciência - "Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus", da autoria de John C. Lennox da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e editado pela Mundo Cristão. O autor tem mantido dbates com o ateu militante Richard...

Paixão pela Verdade

03-01-2011 23:19
  Com o subtítulo "a coerência intelectual do evangelicalismo", o autor - Alister McGrath, aborda a essência do pensamento evangélico. Publicado pela Shedd Publicações, o tema desenvolve-se em 239 páginas. Aqui ficam alguns pensamentos: "Para os cristãos, Jesus é a personificação e a...

Teologia para Amadores

03-01-2011 23:09
  Da autoria de Alister McGrath, que também escreveu o livro O Delírio de Dawkins, e que tem mantido debates públicos com o conhecido ateu e evolucionista. O livro tem 68 páginas, mas leva-nos a considerar aspectos essenciais da reflexão sobre a fé cristã e a sua fonte - a Palavra de...

Chamados para dor e alegria

26-07-2010 18:44
  Acabei de ler este livro da autoria de Ajith Fernando, publicado pela Editora Vida Nova, sobre o valor do sofrimento para a vida cristã. Uma citação como amostra: "Se de facto soubéssemos aferir o valor de ajudar as pessoas a prepararem suasmoradas eternas, veríamos que valeu a pena o custo...
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FILMES

BEN-HUR

07-10-2016 23:24
É um dos filmes que mais gosto de ver. Não perdi esta nova realização. Algumas mudanças não sei se propriamente para melhor. Interessante a opção final de reconciliação entre os irmãos desavindos, um judeu e outro romano. Jesus veio para quebrar os muros de separação e constituir para Si um povo...

WARCRAFT: o Primeiro Encontro de Dois Mundos

15-06-2016 16:53
Overdose de violência e de oculto em forças que impulsionam o conflito entre esses dois mundos marcados pela mesma realidade. Já chega o que podemos ver, ouvir e ler todos os dias nos meios de comunicação no mundo emq ue vivemos. Vi crianças acompanhadas dos pais para verem este filme. Fico a...

Sptolight

05-03-2016 23:39
Um filme que é um elogio da determinação de um grupo de jornalistas, com altos e baixos, lidando com inúmeras dificuldades e barreiras, para dar a conhecer e denunciar um vaga de crimes silenciados por interesses sociais, políticos e religiosos. É um filme que nos interpela sobre o mundo cristão e...

O RENASCIDO

06-02-2016 01:50
 Um filme candidato a vários óscares e que termina com um frase que faz refletir "A vingança pertence a Deus", quando na realidade o protagonista apenas está a entregar a sua vítima às mãos dos nativos, que tanto ou mais do que ele respiram sede de vingança pelas atrocidades cometidas....

AMOR IMPOSSÍVEL

06-02-2016 01:45
O amor não é sexo, embora o envolva quando no tempo e na altura certa. O que se procura no sexo é muito mais do que o sexo alguma vez pode dar. Não há substituto para o amor que é cuidado e respeito pelo outro. Para tratar da violência entre os adolescentes na relação amorosa não é necessário o...

A PONTE DOS ESPIÕES

06-02-2016 01:36
Depois de vários meses de ter visto o filme, uma frase ficou "o homem sempre em pé" e a perceção de que não podemos exigir dos outros o que nós mesmos não somos capazes de exigir de nós, bem como o quanto é difícil perceber em nós os defeitos que vemos nos outros. Um homem de caráter muda a...

"JOGOS DA FOME: A REVOLTA" (parte 2)

05-12-2015 23:29
Nenhuma ditadura é melhor do que outra. A via da liberdade é mais difícil e exigente. Nem sempre é fácil ou imediata a distinção. Mas uma mente atenta e um coração sensível podem fazer a diferença. Muitos ditadores espreitam o lugar da sucessão acenando com uma mentira. Aí homens ou mulheres...

"A CULPA É DAS ESTRELAS"

05-12-2015 23:28
Escolher um filme é muitas vezes uma caixinha de surpresas. Procuro sempre ter algumas razões que justifiquem a escolha, mas algumas vezes fico com um sentido de frustração e outras vezes dou por bem empregue o dinheiro do bilhete. Neste caso não tinha nenhuma indicação prévia. A escolha foi um...

BIRD MAN

27-03-2015 17:44
                O que tenho de fazer, o que posso fazer, o que hei-de fazer para ser amado? Já nãolembro bem mas esta foi a pergunta que me ficou a retinir nos ouvidos, nacabeça e no coração por parte do personagem que...

SELMA - uma luta pela igualdade

27-03-2015 17:42
                A vida de Matin Luther King é para mim um estímulo. É uma das figuras do meioevangélico que mais aprecio no século passado. A sua oratória, o dom da palavrae da persuasão faz-se pensar que em certo sentido a...
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